Super Vicki

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Última modificação: 19 janeiro, 2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POLÊMICA 3

 

 

VICKI: A SUPER NETA

 

 

Os senhores de idade representavam, na década de 80, uma boa parcela dos fãs de Small Wonder. Não era exatamente Vicki “a andróide” que os atraiu, mas Vicki “a netinha” ajudante nos trabalhos domésticos, bonita e delicada, resumindo, a idéia de se ter um anjo que poderia cuidar deles na velhice. Peculiarmente, ele não gostavam de Vanessa, "irmã gêmea" de Vicki (“muito má” eles falavam). Até mesmo os acionistas majoritários da produção e anunciantes ficaram fascinados pelo espetáculo e isso contribuiu bastante para angariar patrocinadores. Um dos sócios chegou a dizer que a andróide tinha a inocência perpétua de um bebê e o charme eterno de uma criança ingênua. Ironicamente, ao contrário do que ocorreu com a maioria das mães, os fãs mais velhos não perderam de vista que o espetáculo se tratava das aventuras de uma menina robô e estavam concordando com os limites técnicos dela (o que dava à menina uma natureza mais robotizada) e não queria que Vicki se tornasse “humana demais” para não perder a fantasia do espetáculo. Uma explicação razoável para que esses senhores fossem tão receptivos com a idéia de uma andróide vem do fato de  que muitos viveram o suficiente para ver as realizações desde Charles Lindbergh a Neil Armstrong e adoravam ver a ciência quebrando barreiras.

Além da fantasia, as possibilidades técnicas de uma “neta” andróide da vida real encantariam tanto os vovôs, que muitos diziam que forneceriam guarda-roupas inteiros e até mesmo quartos próprios para a pequena Vicki deles. Existem mães que compram mais de 100 dólares só em equipamentos para Barbie das filhas ou gastam milhares de dólares em bonecas de porcelana. Isto nos dá uma boa idéia do efeito trazido por uma criança andróide de verdade. Lançou-se até a idéia de como seria lucrativo para um asilo assumir o custo de, digamos, 50.000 dólares de um modelo de Vicki para substituir enfermeiras e ajudantes. O fato de se tornar enfermeira/empregada levaria muitos velhinhos a gastarem absurdos para ter uma Vicki (tendo o preço de um carro de luxo) e isso mostra como será lucrativo o mercado de andróides no futuro. Senhores de idade geralmente estavam dispostos a investir em tal andróide, visando ter uma combinação de enfermeira + segurança/guarda + empregada + cozinheira + bicho de estimação + companheira, tudo na forma de uma linda criança andróide. O episódio “Grandpa Lawson” (“Vovô Lawson”) puxou uma grande resposta para esta premissa. Vocês podem perceber com isso que, meio sem querer, o seriado Super Vicki funcionou como uma espécie de pesquisa de mercado para se saber quais as principais vantagens que um robô doméstico pode proporcionar e isso na arcaica década de 80. Um robô do tipo R2-D2 que aparece nos filmes Star Wars pode não ser descartado por ser feio, mas não é nada se comparado com uma andróide que, além de sociável, seja graciosa e o mundo vai ser fascinante quando a tecnologia conseguir se desenvolver de forma acelerada e começar a afetar o nosso meio social dessa forma. Se nós pensamos que os PCs (Computadores Pessoais) que compramos para a nossa casa são coisas variáveis, espera quando os primeiros andróides domésticos super tecnológicos chegarem em cena, quantos modelos para diversas funções irão surgir.

Por trás da fascinação exercida por Vicki, havia também bastantes idosos que amavam suas netas ou sobrinhas, mas que elas não eram tipo as crianças de antigamente, comportadas e prestativas para os trabalhos domésticos o que seria o ideal de criança para os vovôs e vovós. Na verdade, a pequena andróide restaurava mais uma vez esse ideal tão antigo de criança prestativa. Andróides do tipo Vicki representariam um fantástica opção de poder ter, além de uma criança que só envelheceria quando eles quisessem (com a adição de peças), uma neta super cortês e atenciosa, tendo uma personalidade que poderia ser escolhida ao gosto do freguês. Havia também a insinuação de que a andróide seria o melhor substituo para os bichos de estimação já que os mesmos não podem conversar com você.

Ressalto que, quando a tecnologia alcançar o patamar de se poder construir uma andróide tipo Vicki (robô com uma pseudo-personalidade e A.I. - Inteligência Artificial, com capacidade para conversar da mesma forma que uma pessoa de verdade, mas sendo sempre uma companheira leal), andróides no formato de criança poderiam se tornar peças indispensáveis nos asilos, onde robôs do tipo Vicki poderiam trazer notícias conseguidas via-internet para os idosos ou dar remédios na hora certa, encantando os velhinhos (mesmo os mais chatos que não gostam e evitam enfermeiras) com sua presença graciosa. Sem dúvida, não há melhor maneira de se poder curtir a velhice.

 

 

 

 

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